quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Crise na Polícia militar: Novo texto do Coronel Limeira do clube de oficiais da PM

imagem: Internet

Em mais um texto divulgado em mídias sociais, e que aqui reproduzo, o presidente do "clube de oficiais" que até o momento não se posicionou em apoio a operação padrão" crítica o governo do Estado cobrando uma suposta promessa por um certo "apoio" dado por ocasião da operação padrão realizada pela polícia civil no ano de 2015.

No texto fica claro que o Coronel esta insatisfeito, com o resultado do processo de negociação realizado entre os Coronéis da polícia e o governo do Estado, é preciso lembra que a pedido dos próprios coronéis todo o processo de negociação foi feito com a ausência dos representantes das categorias.

As associações representativas dos praças a exemplo da ACS PE; ASPRA-PE e AME, nesse período sofreram uma significativa perseguição por parte do governo, os códigos de desconto em folha das mensalidades dos associados foram cancelados e inclusive o presidente e o vice presidente da ACS, foram presos, prisão essa considerada abusiva e prontamente revogada pelo brilhante Juiz de Direito Dr Ivan Alves de Barros.

Nesse período turbulento não foi percebido qualquer gesto de solidariedade por parte do clube de oficiais em relação as demais associações, e inclusive o clube passou ileso por esse período e segundo consta em momento algum teve cancelado seu código de desconto em folha.

Sendo, pois, lê o referido texto e perceber uma certa mudança de postura e a cobrança por uma "suposta promessa" feita pelo governador em um programa de radio suscita alguns questionamentos entre eles:

Afinal o que foi prometido? e A quem foi prometido? Por que as associações de praças foram colocadas fora da mesa de negociações? E por que o tom de angustia nos textos divulgados por vossa senhoria?

Uma coisa é certa se a crise começou por conta de um tratamento diferenciado entre as instituições polícia civil/polícia militar, caso o governo do estado não queira ampliar ainda mais tal crise, deve evitar tratar praças e oficias de forma distinta, pois o tempo no qual o oficiais se refastelavam de "caviar" enquanto o praça se contentava com "papa de água" com farinha acabou faz tempo.

É certo que até o momento as associações de "praças" deram uma verdadeira lição de dignidade e respeito, pois, em momento algum ao tratar da questão salarial, deixaram os coronéis em posição inferior aos delgados, e desde o princípio deixaram a tabela de proposta salarial acessível a crítica de todos, proposta esta  na qual se via bem claro a equiparação de "praças e oficiais" aos seus equivalentes na polícia civil.

Está mais do que na hora de se entender na polícia militar, que pau que bate em " chico deve bater  em francisco" e o respeito que merece o oficial merece o praça.

A seguir carta do Coronel Limeira do clube de oficiais da PM:

PROMESSA É DÍVIDA

Chegamos num momento crucial para se por um fim na crise de segurança gerada pelo tratamento discriminatório recebido pelos Militares Estaduais de Pernambuco ou, o seu agravamento. Agora, é importante relembrar o passado e cobrar promessas realizadas.

Em 2015, a Polícia Civil fez cerca de 08 meses de Operação Padrão, visando pressionar o governo por aumento salarial.

Coincidência ou não, nos primeiros meses a quantidade de homicídios começou a reduzir gradualmente, após um começo de ano ruim. Em Junho/2015, o Estado bateu a meta de redução de homicídios, então a PC mudou a estratégia de ação e passou a reter as viaturas da PM nas Delegacias por longas horas. Foi um verdadeiro massacre contra os PMs, BMs, vítimas e acusados. O normal já era esperar em torno de 4 a 6 horas para fazer um simples TCO, mas passou a ser de 10 a 20 horas. Outra tática interessante era fazer a viatura PM percorrer várias delegacias, desperdiçando tempo. Tais procedimentos provocaram a redução drástica de viaturas da PM nas ruas, contribuindo para o aumento dos homicídios.

Durante a “Crise de Segurança Pública” que foi gerada, *o governador afirmou que saberia reconhecer aqueles que ajudaram o governo durante tal crise*. Quem ajudou foi a PM/BM, se desdobrando na rua para compensar a menor disponibilidade de viaturas, mas o reconhecimento foi para a polícia civil, justamente os causadores da Crise de Segurança que, em 2016, foi AGRACIADA com um magnífico aumento salarial.

Os militares estaduais se dedicaram ao máximo. O serviço de 12 horas passou a durar 24 horas ou mais, reduzindo o intervalo de descanso. Foi um enorme esforço e demonstração de fidelidade ao governo.

Como PROMESSA É DÍVIDA, os militares estaduais têm convicção de que o governador saberá honrar a promessa feita durante o Pacto Pela Vida, a qual foi reforçada este ano, durante o programa de Geraldo Freire, quando sabiamente afirmou que daria aos militares estaduais o mesmo tratamento dado à polícia civil.

Por uma questão de JUSTIÇA, aqueles que ajudaram o governo no momento de crise devem ter um salário superior aos causadores, porém entendemos que a tão falada crise financeira só permite que os salários da PM/CBM sejam iguais aos oferecidos à polícia civil. Como forma de colaborarmos, aceitaremos essa paridade salarial, mas estamos convencidos de que somos merecedores de muito mais.

Mais uma vez renovo minha confiança no governo de Pernambuco para pacificar o ambiente extremamente tumultuado vivenciado dentro dos quartéis. Esta será uma oportunidade de ouro para reconquistar o respeito e a dedicação dos heróis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro Militar de Pernambuco.

Cel LIMEIRA!"

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