quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Paulo Câmara transforma negociação em jogo de cartas marcadas e Pacto Pela vida se transforma em caos



O Estado de Pernambuco vive seu pior momento na questão da segurança pública, após anos de constante redução nos índices de violência, graças a atuação dos praças da Polícia Militar, o Pacto Pela Vida, levou os números da violência aos mais baixos patamares jamais imaginados.

Entretanto, desde que assumiu o governo Paulo Câmara, não tem conseguido repetir o mesmo desempenho de seu antecessor e padrinho político Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo, ao contrário a principal vitrine de gestão Eduardo Campos.


A cada dia, a atual gestão se mostra incapaz de manter os números sob controle e hoje vemos uma nova escalada de violência, em todas as suas formas.

Assalto à ônibus se tornou rotina em Recife e região metropolitana, caixas eletrônicos tem sido explodidos em plena luz do dia, não apenas nas cidades afastadas do interior, a exemplo do assalto ocorrido em plena região metropolitana na cidade de Olinda e isso aos olhos da população em plena tarde de sol.

Não bastasse os homicídios voltam a assustar Pernambuco, tanto é que pela primeira vez desde o início do Pacto Pela vida temos registrado no Estado mais de 4 mil homicídios, coisa que não ocorria desde 2009.

De fato a gestão Paulo Câmara, está bem aquém de seu antecessor,
e para piorar, o governador se envolveu em uma disputa desnecessária com a polícia militar, que é sem dúvida o braço forte da segurança no Estado de Pernambuco, intransigente e inflexível o governo só tende a perder com isso.

A disputa sem necessidade começou quando Paulo Câmara, atendendo a pedidos do Comandante Geral da PM, decidiu de forma unilateral excluir as associações da classe PM e BM da mesa de negociação e disse que só negociaria melhorias salariais e de condições de trabalho para a categoria, com esses mesmos comandantes, fato este que irritou a tropa, pois, o comandante geral da PM e do BM, são cargos de confiança, e só irá levar a mesa de negociação, o que for de interesse do próprio governo, ou seja, o processo de negociação virou um jogo de cartas marcadas.


Em virtude dessa atitude os policiais militares, em apoio às suas associações estão realizando uma série de manifestações, e também deflagraram uma operação padrão na qual só trabalham atendidas as condições exigidas por lei.

Mas a principal trincheira dos policiais militares é deixar de tirar a jornada extra de policiamento conhecida como "Pjes", pois há anos é com esse policiamento que o governo consegue suprir a histórica falta de efetivo policial.

Os Policiais exigem transparência no processo de negociação com o governo, com a participação de suas entidades representativas, a exemplo da ACS PE, ASPRA e AME, que são entidades legítimas para falar em nome de seus milhares de associados.

Sem os policiais militares dispostos a trabalhar em jornada extra, fica extremamente difícil manter o nível de policiamento do Estado o que contribui para o aumento da violência.

A solução é simples basta sentar e negociar de forma transparente, e com os legítimos representantes da categoria policial, entretanto, ao que parece o governador, se bem ou mal assessorado, aposta todas as fichas na possibilidade de vencer a tropa pelo cansaço, esquecendo ele, que os policiais estão mais do que acostumados a trabalhar sobre condições adversas, ou seja, essa briga vai longe. E está nas mãos de Paulo Câmara resolver.

Mulheres e Mães de Policiais em Manifestação em Apoio aos Policiais Militares no ultimo dia 03 de Janeiro.

Fotos: WhatsApp

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