terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Pacto Pela Vida da sinais de fragilidade e número de homicídios volta a crescer em Pernambuco


Parece que vai longe a queda de braços entre o Governo do estado e os policiais militares que reivindicam melhores condições de trabalho e também que  suas associações participem da mesa de negociação e não apenas os comandantes escolhidos pelo governo, nesse período conturbado a administração tem adotado medidas de retaliação contra os policiais e principalmente contra a lideranças do movimento policial.

Um exemplo é a situação  do Cabo Alberison e do Cabo Nadelson, presidente e vice presidentes da ACS-PE, que foram reconvocados ao serviço de policiamento nas ruas, mesmo quando a lei garante para os representantes de associações o afastamento do serviço justamente para o mesmo poder se dedicar de forma integral a defesa da categoria, além dessa reconvocação, o Cabo Alberison está respondendo cerca de 12 processos administrativos em virtude de está a frente do movimento de reivindicação.

O governo do estado também parou de fazer o desconte em folha e o repasse das mensalidades que os policiais associados a estas entidades geralmente pagavam diretamente no contra-cheque, a medida é uma forma de pressionar as associações a terém uma postura dócil em relação ao governo, no entanto, informações dão conta de que no caso das associações dos oficiais da polícia a postura do governo tem sido outra e permanece descontando e fazendo os repasses as tais agremiações a exemplo do Clube dos Oficiais da PM PE.

O saldo dessa queda de braço é o aumento exponencial da violência em Pernambuco e principalmente na região metropolitana, em virtude disso o "Pacto Pela Vida" já não tem o mesmo brilho, prova disso é o aumento nos números de homicídios.

No quadro comparativo acima podemos observar que no mês de janeiro de 2016, o estado registrou "354" homicídios, já nos primeiros 15 dias de janeiro de 2017 o registro é de "210" homicídios e isso apresenta uma tendência de alta, ou seja, se tal tendência se manter corremos o risco de fechar o primeiro mês do ano com mais de 400 homicídios, o que seria um verdadeiro desastre em matéria de segurança pública.

De fato a administração da segurança no estado, precisa ser repensada, principalmente no tocante ao relacionamento com a polícia militar, pois é fundamental ter policiais valorizados e motivados para que se tenha um enfrentamento eficiente a questão da violência.

A operação padrão tem causas a muito enraizadas na instituição, e seu encerramento não se dará, através de uma política de retaliações e demonstração de força por parte do governo do estado e dos comandos da corporações PM/BM.

É fundamental que o processo de negociação se desenvolva de forma transparente e sem demonstrações de força por parte do governo, pois, o grande prejudicado acaba sendo o povo tendo em vista seu sofrimento com a perda da tranquilidade em virtude da falta de segurança.

Nenhum comentário:

Postar um comentário