sábado, 24 de dezembro de 2016

Crise na Segurança de Pernambuco: De quem é a Culpa?

Sec. Defesa Social; Cmt Geral da PM; Governador Paulo Câmara

A atual crise na segurança pública nada mais é do que o desfecho final de uma disputa de vaidades entre Delegados da Policia Civil e os Coronéis da PM PE, como todos já devem saber a alguns dias os Policiais Civis, que durante quase nove meses realizaram inúmeras operações padrão, conseguiram após muita pressão no Governo do Estado, ter seus pleitos atendidos pelo governador Paulo Câmara, que aceitou reformar o plano de Cargos e Salários da Policia Civil, contemplando Agentes de Policia e Delegados, ou seja, na Polícia Civil todos ganharam, e com isso o salário de um Delegado de polícia civil, chegará a cerca de R$26.000,00 em quanto o salario de um Coronel em final de carreira chega a no máximo R$ 15.000,00 reais.

Este fato despertou nos Coronéis da Polícia Militar, uma especiei de "ciumeira" e os mesmos iniciaram a cerca de dois meses reuniões com o intuito de buscar a equiparação de seus salários com os dos Delegados, entretanto, deixando de fora do processo de negociação os representantes dos "praças" da polícia (Soldados, cabos e Sargentos e Sub - Tenentes).

Diante desse fato e temendo que fossem passados para trás, como em outras ocasiões, os praças da polícia militar, iniciaram junto com suas associações mobilizações, afim de, serem representados nesse processo de negociação.

Entretanto, o governo do Estado apoiado pelos coronéis, tem buscado sufocar as associações dos "praças", inclusive deixando de repassar o valor das mensalidades pagas pelos policiais a estas associações, como também acabou com a mesa permanente de negociação, e a partir de então, se propõe a negociar apenas com os coronéis da Policia Militar.

Desse processo de negociações com os coronéis, uma das tabelas que vazou na internet, mostra que os Coronéis propõe 65% de aumento para se próprio, enquanto que para um soldado eles pedem apenas 22% de aumento, lembrando que atualmente, o salário de um Coronel é de R$ 15.976,08; e passaria a ser de R$ 26.360,53; em contrapartida, o salário de um soldado que é de apenas 2.819,19; passaria a ser de 3.439,18; ou seja, quem mais trabalha na polcia militar teria o menor aumento.

Essa situação os "praças´" consideram inaceitável e tem gerado toda essa crise, pois em virtude dessa atitude abusiva cometida pelo governo, de ter afastado as associações representativas da categoria do processo de negociação, os policiais iniciaram uma especia de operação padrão e só vão as ruas atendidas as condições mínimas exigidas por lei.

Entretanto, o Governador Paulo Câmara, se mantem intransigente e se recusa a negociar com as associações, o que tem agravado a crise de segurança no Estado de Pernambuco.

Crise que pode se agravar ainda mais, pois, a partir de janeiro de 2016, todos os motoristas de viatura da polícia militar que não possuem curso para dirigir veículo de emergência, estão disposto a deixar de exercer tal função, o que pode provocar um verdeiro apagão na polícia militar.

Diante disto podemos concluir que esta crise nada mais é do que o resultado da falta de sensibilidade dos coronéis da Policia militar, que não aceitam ganhar menos que os delegados da polícia civil, mas que ao mesmo tempo, procuram deixar para trás os soldados, que ficariam sem a equiparação com os agentes da polícia civil.

16 comentários:

  1. Um cidadão cansado das injustiças do estado24 de dezembro de 2016 13:26

    Texto excelente, descreve bem a realidade que estamos vivendo hoje. A categoria que mais trabalha na segurança pública (soldados, cabos, sargentos e subtenentes) denomina de praças são as que tem menos reconhecimento e valorização por parte do governo do estado. Diante dá atual situação que os policiais militares vivem hoje é inadmissível, pois não existem equipamentos de segurança em condições de uso, viaturas completamente sucateadas e irregulares em relação ao nosso código de trânsito, salários baixos, ou seja, nenhum reconhecimento! diante dá operação padrão que os polícias justamente vem realizando, o estado em pleno século 21 vem sendo arbitrário aos olhos do ministério público e justiça. Isso é inadmissível, não podemos compactoar ,como sociedade, com esses absurdo! Estou com vocês, não desistam homens guerreiros de grandes valores, pois a sua batalha é o nosso êxito como cidadão. Lutem por uma segurança pública melhor, pois no estado já não acreditamos mais.

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  2. Enquanto em MG oficiais e praças se uniram pra lutar pela categoria, em PE os oficiais ( coronéis ) arquitetam nas sombras benefícios somente para si, por isso q a PM nunca será tratada dá mesma forma q a Civil.

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    1. Ai está a diferença no caráter dos coronéis de pernambuco com relação aos de MG, em PE se tem um bando de frouxos que só servem para puxar saco do governo.

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  3. O estado de Pernambuco está falido na área da segurança pública por negligência de um governo intransigente, corrupto e sem caráter. Esse governador junto com o prefeito é alvo de investigação de desvio de dinheiro na construção dá arena de Pernambuco.

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  4. É do governo que poderia chamar e conversar com os persistentes das associações. E dar um fim nessa operação padrão.

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  5. O estado está fazendo algo inadmissível: dando as costas para quem tanto contribuiu no desenvolvimento do estado- OS PM´S E BM´S- que diuturnamente suam e arriscam-se e por muitas vezes perdem a paz e a própria vida. Não bastasse a pressão que esses profissionais guerreiros passam todos os dias o Governador e seus comandados pressionam e ameaçam todos os dias, só porque eles estão lutando por melhores condições de trabalho!

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  6. O governo do Estado de Pernambuco, muito bem assessorado, para não dizer o contrário, agora aposta que o policial militar, irá voltar ao PJES, assim que gastarem o decimo terceiro salário.
    Pelo que conheço, não acredito nessa possibilidade, pois as praças encontram-se irritadas com a postura adotadas, bem como a intransigência nas negociações por parte do Comando e Governo.

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  7. Nos cidadãos temos mais é que valorizar a nossa Polícia Militar e Bombeiros Militares, pois sabemos que esses governantes se favorecem dos recursos públicos sem darem satisfação a sociedade, mais não valorizam os profissionais que cuidam da segurança do Estado.

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  8. Belo texto. Porém errou quando quis comparar o soldado com um agente pois tal equiparação é inconstitucional. A PM deve buscar equiparação com as polícias militares de outros estados. Pois ao comparar soldados com agentes também deveria se comparar agentes civis com os federais algo que é anômalo do ponto de vista jurídico.

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  9. OPERAÇÃO PADRÃO continua! Força e Honra sempre! Estamos na legalidade! Só não queremos mais tirar o PJES, vender nossa folga!

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  10. Concordo com vc quando diz q ñ se deve comparar os ganhos do pm com do civil.
    A Polícia Civil, muito merecidamente,conseguiu o q pleiteavam. Deram um grande exemplo de união para lograr sua conquista.
    Porém, digo q o PM tem uma missão extremamente árdua e complexa. Qm duvidar posso exemplificar um pouco do q acontece: para começo de conversa qm mais se interessa em acabar o militarismo é o praça. Q, sob um código arcaico,é tratado como escravo e humilhado como ser humano e profissional. Pode acreditar q após certas paradas matinais o policial sai mais amedrontado do q lutar contra o marginal.
    Situação corriqueira é a de ver so 2 homens defender uma, duas e pasmem até 3 cidades com uma viatura sucateada, coletes vencidos, sem rádio transmissor para pedir apoio, armamento deficitário.Lembrando q esses heróis tem q chegar na ocorrência, seja ela qual for e em frações de segundos tem q saber o q fazer sob a responsabilidade de ser julgado por muitos e e várias esferas.
    Ser policial de rua é rifar sua vida a cada segundo.
    Ñ se tem na pm voz e vez. A conjuntura toda impede o grito de socorro.
    O praça tem q ser bem valorizado. Não so financeiramente mas como todo profissional precisa das ferramentas e meios de melhor servir ao cidadão de bem. Pois é o mínimo q se pode conceder a qm constantemente arrisca a vida em nome de outras.
    Pense nisso.

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