sábado, 9 de julho de 2016

Especialista diz que Brasil precisa avançar no combate ao terrorismo

Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara debateu o tema nesta segunda-feira
Marcelo Rech: "o Estado tem que estar um passo à frente e eu diria que, hoje, o Estado está dez passos atrás"

O analista do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, Marcelo Rech, afirmou nesta segunda-feira (4) que o Brasil precisa avançar muito em políticas e ações de controle de ameaças terroristas. Rech participou de palestra promovida pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

O fato de o Brasil ser sede das Olimpíadas e das Paralimpíadas gerou questionamentos sobre ações de segurança que o Brasil deve utilizar em relação a medidas antiterroristas. Ultimamente, notícias ligadas a terroristas e ao Brasil têm sido veiculadas pela imprensa nacional e internacional.

"Um ataque terrorista nunca é improvisado. É pensado, são avaliados os riscos, o grau de visibilidade que vai se ter. Então, o Estado tem que estar um passo à frente e eu diria que, hoje, o Estado está dez passos atrás”, declarou Rech.

Aperfeiçoamento
Também participaram da palestra oficiais superiores, especialistas das áreas militares e 138 oficiais-alunos do curso de Altos Estudos Militares, da Escola do Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme).

Integrante da Comissão de Relações Exteriores, o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) defendeu mais recursos para as diversas áreas militares. Segundo o deputado, esse tipo de debate é fundamental para que os parlamentares possam saber as necessidades da classe militar e também para que possam trocar informações que sejam importantes para a evolução militar.

Heráclito Fortes lembrou que os militares brasileiros costumam ser requisitados para missões de paz e isso precisa ser valorizado. Ele defendeu a apresentação de emendas parlamentares que proporcionem cursos de aperfeiçoamento aos integrantes das Forças Armadas.

“Isso é um investimento que o Brasil faz e que terá retorno, com toda certeza. O militar brasileiro é muito querido, muito respeitado pelo mundo afora. O nosso papel no Haiti é um papel fantástico e são vários os países que requisitam os brasileiros para missões dessa natureza”, afirmou.

Fonte: Agência Câmara Notícias

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