quarta-feira, 22 de junho de 2016

Estupro coletivo e Menino de dez anos morto pela Polícia: É mais fácil criar uma falsa narrativa do que Debater os Fatos.




Em menos de um mês o Brasil pôde assistir aos desdobramentos de duas situações igualmente absurdas, a primeira foi o suposto estupro coletivo de uma jovem menor de idade em uma favela do Rio de Janeiro, por traficantes após um baile "Fank", em seguida o Brasil se surpreendeu com a morte de um menino de 10 anos, junto a um comparsa também menor de idade, que haviam roubado um carro e perseguidos por policiais militares e na troca de tiros um acabou morrendo no confronto.



O que quero chamar a atenção não é para os fatos acima em se, mas sim a narrativa dos dois fatos, que se tornaram mais importante do que os fatos propriamente ditos, pois as vezes é mais comodo criar uma narrativa que explique o absurdo dentro de parâmetros socialmente aceitos do que admitir que os próprios parâmetros da nossa sociedade são absurdos.

Foi o que aconteceu nos dois casos, tanto o da menina menor de idade, que supostamente sofreu um estupro coletivo, quanto do menor de dez anos morte em uma troca de tiros com a policia .

No primeiro caso houve de imediato uma indignação explosiva diante do absurdo como aquela como pode uma menina de 16 anos ser drogada e estuprada por 30 homens, e pior o eles se orgulharem ao ponto de postar videos em rede social comemorando o fato.

Porém com o passar dos dias novas informações foram sendo adicionadas ao caso e se descobriu através de imagens vazadas a parti do celular da vítima que a mesma costumava ir a favela, participar de Bailes "Fank" e mantinha amizade com aqueles traficantes, inclusive se orgulhava e postava fotos ostentando armamento pesado, não que isso justifique qualquer ato de abuso.


Entretanto para se fazer uma análise minimamente coerente é preciso chamar atenção para algo que ao meu ver está sendo jogado para de baixo do "tapete" que é o fato mais importante do caso: Ora afinal de contas que sociedade é essa onde uma menina de 16 anos se orgulha em ir a uma favela, fazer amizade com traficantes e ostentar armamento pesado e ter a capacidade posta em redes sociais a frase "vou ao baile pra dá pra vagabundo".

Que sociedade é essa que reconhece um movimento de erotização da juventude e da própria sociedade, e vulgarização da sexualidade como sendo um gênero musical, e pior reconhecido com cultura popular? 

Ninguém quer responder essa pergunta, então escolhem como saída fazer um debate vazio, a respeito do suposto estupro coletivo, não que eu culpe a menina, culpo sim os formadores de opinião que diate de um caso emblemático procuram desviar o foco do debate a algo mais fácil de questionar, mas que não não desperta a opinião pública para o que realmente esta acontecendo em nosso país, um processo lento mais constante de degradação da cultura e dos valores éticos e morais incentivado por uma horda de "piseudos" pensadores ditos progressistas, que deturpam os valores sociais sempre aparados por um discurso do "politicamente correto", no qual um pai de família que deseja educar sua filha de acordo com valores morais é taxado de retrogrado e machista.

No caso do menor morto pela polícia igualmente os formadores de opinião, trataram de criar uma bela e comovente narrativa com o intuito de esconder os fatos, disseram de imediato ser absurdo um garoto de dez anos esta armado dirigindo um carro roubado e ter atirado na polícia, de imediato procuraram culpa os policiais e inclusive a corregedoria buscou limitar o acesso desses a seus advogados e o ouvidor da polícia ter qualquer preocupação com o fato em se disse de imediato ser absurdo a narrativa dos policiais e de imediato e de maneira irresponsável buscou culpa-los de um crime que não cometeram, por sorte a população composta por homens e mulheres de bem mostram de forma clara o apoio aos policiais inclusive os aplaudindo durante a reconstituição dos fatos.


Tanto em um caso como outro o importe não é fazer uma fria analise do que esta acontecendo em nossa sociedade identificar onde esta o erro e traça um novo rumo, a parti da proposta de uma sociedade melhor para todos, o mais importe é como já disse é jogar as falhas e degenerações que o discurso politicamente correto ocasionou em nossa sociedade, para debaixo do tapete e encontrar um culpado conveniente para esse estado de coisas.

No primeiro caso o culpado conveniente é o machismos da sociedade e a tal "cultura do estupro" no segundo caso os culpados são os policiais militares que cumpriram a obrigação de dar suporte de segurança ao proprietário do veículo roubado, que se arriscaram em uma perseguição com o risco de sofre um acidente de transito ou levar um tiro e não volta para casa, entretanto são eles os culpados convenientes, pois assim o debate mais importante é deixado ao vento e ninguém toca no assunto.








O "ECA" é um verdadeiro fracasso a política de educação é outro fracasso, pois, a escola deixou de ensinar e os professores perderam a autonomia, a independência e até mesmo a autoridade na sala de aula e são tratados de forma desrespeitosa e agredidos por alunos cada vez mais senhores e imperadores que possuem um monte de "intelectuais da educação" dispostos a defende-los no absurdo que os mesmo comentem e ai de quem fale em contrário pois de imediato recebe os piores adjetivos pejorativos e é jogado no limbo dos intolerantes.

O reflexo disso é uma sociedade que caminha para o caos a longos passos, desconstruindo sua identidade e seus valores, culpa de uma classe pensante que descobriu que ser intelectual no Brasil é a coisa mais fácil do mundo, pois não importa o absurdo que você pense suas ideias jamais lhe trarão qualquer responsabilidade e o caos que elas provocam podem ser facilmente colocadas na conta de outros, nos casos em tela na conta dos policiais e do machismo e uma suposta "cultura do estupro".

Felizmente a sociedade começa a despertar e hoje temos posicionamento em contrário a esse estado de coisa, porém o domínio do politicamente correto que leva  sociedade ao caos esta muito e certamente lavará um bom tempo até ser devidamente tratado pela sociedade.
O exemplar posicionamento dos cidadãos paulistanos, que aplaudiram os policias envolvidos na ocorrência mostra que a sociedade esta reagindo e tomando as rédeas de seu destino e parando de ouvir os discursos feitos por encomenda de movimentos sociais que não representam a sociedade e sim uma "patota" de alienados e ao contrário analisando os fatos em "se" e não apenas a versão apresentada.

Autor: Genival Silva 
Cientista Social, Especialista em Direitos Humanos 
Graduando em Direito.

Fotos: Google imagens.

Nenhum comentário:

Postar um comentário