quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Proclamação da República e os dias atuais no Brasil


No ano de 1889 no dia 15 de Novembro o Brasil tornava-se uma República, saindo então do jugo imperial que se alastrava desde a sua Independência, com a proclamação republicana brasileira, novos tempos e direitos viriam, como a democracia que deu poder ao povo de tomar certas decisões políticas como votar e ser votado, direitos sociais foram respeitados, a liberdade dos escravos negros que já tinha ocorrido um ano antes ficou ratificada, tudo isto sendo elencado com a primeira Constituição Republicana de 1891. Criou-se o instituto do Mandado de Segurança posteriormente a existente teoria do Habeas Corpus (esta criada por Rui Barbosa), destacando-se como grande marco, que a Constituição de 1891 foi a primeira promulgada em nossa Nação, ou seja, por uma Assembléia Constituinte que representou a vontade do povo brasileiro. 

Visto que foi implantado aqui o Estado Democrático de Direito, e posteriormente houve algumas turbulências institucionais como também avanços, o cenário político e econômico que atualmente o Brasil se encontra não é dos melhores para ser otimista, democracia já está há muito maculada com centenas de casos de corrupção, lavagem de dinheiro e formações de quadrilha que anda de mãos dadas com os políticos do mais alto escalão e que representam o povo brasileiro, chefe do Executivo praticando vários crimes de responsabilidades, mas que por terem os representantes do legislativo e do povo rabos presos com práticas dos delitos supracitados, nada fazem e os que tentam fazer não possuem força que é brigar pelo impeachment da presidente, em suma os sonhos e direitos lançados com a Proclamação da República para o brasileiro viver melhor que até então era uma realidade, virou uma utopia, carecendo assim de mais participação de entidades com representação social, de movimentos populares e da própria Justiça digo (STF) para mudar o cenário atual que vive o Brasil, porque se não é descer mais ainda a ladeira que já está descendo.


Autor: Andrey Stephano Silva de Arruda 

Advogado, Graduado em Direito e Pós-graduado em Direito Público, escritor.

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