segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Enquanto a Barragem de Jucazinho Seca, donos de carro pipa lucram

A barragem que é responsável pelo abastecimento de 12 cidades esta desde o ultimo dia 06 de Novembro operando com o que resta em seu volume morte, que é o espelho de água abaixo do nível normal de capitação, do mais 327 milhões de metros cúbicos restam apenas 8 milhões um número bem menor que a necessidade das 12 cidades atendidas entre elas: Cumaru, Passira, Riacho das Almas, Santa Cruz do Capibaribe, Salgadinho, Surubim, Casinhas, Santa Maria do Cambucá, Vertente do Lério, Frei Miguelinho, Vertentes e Toritama, além do distrito de Ameixas. Caruaru, também no Agreste, continuaria sendo atendida pela barragem do Prata, enquanto Gravatá e Bezerros, pelos reservatórios de Brejinho, Cliper, Vertentes e Brejão.

O volume de água restante é suficiente apenas para manter o esquema de rodízio de dois dias com água e 28 sem água, diante de quadro caótico a população tem sido obrigada a recorrer a carros pipa, entretanto esta medida não é ascensível a todos tendo em vista o auto custo, pois um caminhão de água chega a custa entre R$ 200,00 e R$ 300,00 e mesmo essa solução começa ser ameaçada, pois, alguns poços que abasteciam estes caminhões estão com vazão abaixo do registrado em outros períodos, em decorrência principalmente da falta de chuva o que impede a reposição do lençol freático e pode causar um aumento ainda maior do custo destes caminhões.

Enquanto isso quem pode compra, quem não tem condições se ver obrigado a recorre aos carros pipas fornecidos pelo poder público ou espera par juntar água nos poucos dias de abastecimento da Compesa.

outro fato preocupante é a qualidade da água comercializada tendo em vista a grande necessidade da população muitos empresários e motoristas de caminhão pipa, caem na tentação do lucro fácil e se abastecem de água em fonte duvidosa e vendem a população, ação esta facilitada pela falta de fiscalização efetiva na entrada da cidade de Surubim não existe qualquer bloqueio afim de realizar esta fiscalização, o que deixa a população a merce da boa vontade alheia e mostra também a falta de comprometimento do poder público.




Fotos: Genival Silva

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