quinta-feira, 9 de julho de 2015

Na Alepe, oposição diz que valorização de policiais civis e militares é caminho para inibir aumento da violência

Silvio Costa Filho Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco

A população do Estado acompanha com interesse e apreensão, nesta quarta-feira (08), a paralisação da Polícia Civil e o protesto da Polícia Militar de Pernambuco, que se realiza no centro do Recife, mas que com certeza terá repercussão entre os profissionais que atuam na corporação em todo o Estado.

A paralisação e os protestos dos policiais são reflexo de uma política estadual de segurança pública que tem deixado de lado a valorização destes profissionais, submetidos a precárias condições de trabalho e longas jornadas, ao mesmo tempo em que são rigorosamente cobrados pelo cumprimento das metas do Pacto pela Vida e amargam os piores salários do País.

O resultado deste modelo de gestão traz desvantagens não só para os policiais, mas para o conjunto da população de Pernambuco, que tem convivido com o aumento da violência no Estado. Além dos 131 assassinatos a mais que Pernambuco registrou nos primeiros seis meses de 2015, em relação ao mesmo período do ano passado (dados da Secretaria de Defesa Social), outros índices demonstram claramente a séria crise pela qual passa o setor de segurança pública. O número de assaltos a banco em 2015, por exemplo, já é quase o dobro do registrado em todo o ano de 2014. São 30, até o momento, contra 16 ocorridos ano passado.

A pauta de reivindicações das polícias civil e militar converge em vários pontos, que têm sido sistematicamente ignorados pelo Governo do Estado. A ausência de uma política de valorização profissional, o número reduzido de efetivo, a sobrecarga de trabalho, a falta de equipamentos adequados, que coloca em risco a vida dos policiais, e a falta de perspectiva de reajustes salariais em 2015, são apenas alguns dos pleitos apresentados.

O Governo do Estado precisa dar respostas objetivas a estas categorias, valorizar o diálogo, apresentar um plano que garanta ao menos uma pauta mínima de atendimento a estas reivindicações. O Governo tem a responsabilidade, neste momento, de evitar que a situação se agrave, e isto só se fará pela via da negociação.

A Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco se coloca à disposição para contribuir com este entendimento.

Fonte: Blog de Jamildo

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