quarta-feira, 3 de junho de 2015

Polícia revela que Vaniela fugiu de casa


Após mistério sobre o paradeiro da estudante de direito Vaniela Oliveira Gomes da Silva, 26 anos, que desapareceu por três dias na semana passada, provocando comoção no Recife, a Polícia Civil divulgou onde a jovem esteve: em Tambaú, na Paraíba. De acordo com a delegada Gleide Ângelo, em coletiva de imprensa concedida na manhã desta quarta-feira (3), ela fugiu e, para isso, usou uma carteira de identidade adulterada.

O documento usado por ela estava em uma carteira encontrada pela estudante em uma rua do Centro do Recife há aproximadamente um ano. A estudante afirmou à delegada que pensava em entregar a identidade nos Correios, mas teria esquecido. Como ficou no caderno dela, no momento em que quis fugir, trocou a foto do RG por uma dela e usou o documento.

Pela adulteração, de acordo com a delegada, Vaniela responderá por falsificação de documento público, crime previsto no artigo 297, com pena de dois a seis anos de prisão. Mas ela não será detida. A dona da identidade foi ouvida.

A identidade foi usada por Vaniela para se hospedar em uma pousada no estado vizinho. A universitária afirmou à delegada que saiu sozinha do Fórum de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, onde foi vista pela última vez, na última quarta-feira (27), e seguiu para o Terminal Integrado de Passageiros (TIP), na Zona Oeste da capital, onde pegou um ônibus para Tambaú. A hospedagem na cidade paraibana custou R$ 50 por dia. Vaniela saiu do Recife com R$ 400, dinheiro que sacou no dia em que fugiu.

Antes de desaparecer, o lugar mais longe onde ela havia estado era João Pessoa, também na Paraíba, em viagem com um grupo da igreja. Como já planejava sumir, sempre saía de casa com roupas, para o dia em que tivesse coragem de executar o plano. Sem fornecer mais detalhes, a delegada afirmou que ela fugiu por se sentir pressionada devido a questões pessoais.

Em depoimento, Vaniela afirmou que voltou por se sentir culpada pela avó, com quem cresceu, que é dependente dela. Segundo Gleide Ângelo, a estudante chorava muito por causa da avó e não sabia a repercussão que o caso havia tomado. A delegada ressaltou que todas as informações fornecidas são verdadeiras e foram checadas.

A jovem foi encaminhada para tratamento psicológico na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde cursa o terceiro período de direito. A investigação foi encerrada, mas o inquérito ainda não foi concluído por questões burocráticas.

Fonte: NE10

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